Respostas claras, técnicas e transparentes para mais de 60 dúvidas fundamentais mapeadas em pesquisas no Brasil sobre planejamento sucessório, consórcios, seguros e gestão patrimonial.
Não. Conforme o Artigo 794 do Código Civil Brasileiro, a indenização do seguro de vida não integra o inventário nem o espólio e não responde pelas dívidas do segurado. O valor é pago diretamente aos beneficiários indicados em até 30 dias úteis pela seguradora, sem depender do trâmite de herança ou partilha judicial.
Não. Como a indenização não é considerada herança nos termos da legislação federal, ela é isenta de Imposto de Renda e não sofre a incidência do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação). Isso gera uma economia tributária imediata de 2% a 8% frente aos bens que passam pela partilha comum.
O seguro de vida resgatável (Whole Life com pagamento finito) combina proteção securitária vitalícia com a formação de uma reserva financeira garantida e corrigida pela inflação (IPCA ou IGPM) mais taxa contratual. Você pode optar por pagar durante um período fechado (5, 10, 15 ou 20 anos). Ao atingir a maturidade ou o ponto de break-even, você tem a opção de resgatar o montante acumulado em vida ou permanecer segurado até o fim da vida sem precisar pagar mais nenhuma mensalidade.
Vale a pena para quem busca previsibilidade financeira e blindagem patrimonial. Ao contrário do seguro temporário tradicional (em que a mensalidade sobe com a idade e o dinheiro não retorna caso o segurado sobreviva), o resgatável tem valor congelado ou previsível, quitação finita e devolução do capital corrigido caso você decida encerrar a apólice no futuro.
O seguro temporário cobre um prazo pré-definido (ex.: 10 ou 20 anos) com mensalidades menores, sendo ideal para quem está no início da formação de patrimônio ou sustentando filhos pequenos. O seguro resgatável exige aportes maiores mas tem prazo de pagamento finito (fica quitado) e gera reserva de resgate. Já o vitalício tradicional protege até a velhice, mas exige pagamento de prêmio durante toda a vida do segurado.
O seguro de vida moderno não serve apenas em caso de falecimento. Ele conta com coberturas por sobrevivência: diagnóstico de Doenças Graves (como câncer, infarto, AVC e transplantes, com pagamento em dinheiro para custear o tratamento), Invalidez Permanente Total ou Parcial por Acidente (IPA), Invalidez Funcional Permanente por Doença (IFPD) e Diária por Incapacidade Temporária (DIT), que repõe a renda de autônomos e empresários afastados do trabalho.
O seguro de vida não cobre riscos expressamente excluídos pelas Condições Gerais da SUSEP e da apólice, tais como: atos ilícitos dolosos cometidos pelo segurado ou beneficiário, fraudes na declaração pessoal de saúde (omissão proposital de doenças pré-existentes), uso de substâncias entorpecentes em acidentes ou atos de guerra. Para o suicídio, a lei brasileira (Art. 798 do Código Civil) estabelece um período de carência legal de 2 anos a partir da contratação.
Você tem total liberdade para indicar e alterar qualquer beneficiário a qualquer momento na apólice (Artigo 792 do Código Civil), mesmo que a pessoa não seja parente ou herdeira legal (cônjuge, filhos, sócios, sobrinhos, afilhados ou instituições de caridade). A única restrição legal específica é para quem não pode receber por impedimento de lei penal (como pessoa condenada criminalmente pela morte do segurado).
Sim, é indispensável. A holding familiar organiza a propriedade das quotas e evita disputas, mas a holding não gera dinheiro líquido no dia seguinte ao falecimento do instituidor. O seguro de vida fornece o caixa imediato e isento para os herdeiros pagarem os custos de transferência, tributos da sucessão e honrarem compromissos da empresa sem terem de sangrar o caixa operacional.
Através do seguro de vida com cláusula de sucessão societária e buy-sell (acordo de compra e venda de cotas). Se um sócio vier a falecer, os sócios remanescentes recebem a indenização do seguro com a destinação específica de comprar a participação da empresa dos herdeiros pelo valor justo de mercado. Isso evita que herdeiros sem preparo técnico assumam a administração ou que a sociedade vá à falência por litígios judiciais.
A cobertura ideal é calibrada pelo Método das Necessidades: calculamos a soma da renda mensal familiar necessária multiplicada pelos anos até a independência dos filhos, somamos dívidas e financiamentos em aberto, o custo educacional completo de cada dependente e a reserva de liquidez sucessória (ITCMD mais 4% a 8% de custas de inventário sobre o patrimônio). Desse total bruto, subtraímos as aplicações líquidas que a família já possui.
Quanto mais jovem e saudável você for, menor será o custo mensal do prêmio e mais fácil será a aprovação sem restrições ou carências médicas. No entanto, o momento crítico de contratação é quando outras pessoas passam a depender economicamente do seu trabalho e da sua renda (casamento, nascimento de filhos, início de sociedade empresarial ou aquisição de dívidas de longo prazo).
O lance embutido é uma modalidade oferecida pelas melhores administradoras (como Porto Seguro e Rodobens) que permite utilizar um percentual da própria carta de crédito (geralmente entre 10% e 30%) como oferta de lance na assembleia. Você não precisa desembolsar nenhum valor do próprio bolso no momento da oferta: caso sua cota seja contemplada, o valor do lance é deduzido do crédito final recebido ou amortizado no saldo devedor.
No lance livre, cada consorciado oferta qualquer percentual ou valor com recursos próprios, vencendo quem ofertar o maior percentual de quitação. No lance fixo, a administradora estipula um percentual exato (ex.: 20% ou 30%), e todos os consorciados que ofertam esse percentual concorrem entre si por desempate na Loteria Federal. Já o lance embutido utiliza parte da própria carta de crédito, podendo ser ofertado isoladamente ou somado a recursos próprios (lance misto).
Sim! No consórcio de imóveis residenciais, você pode utilizar o saldo do FGTS de quatro formas autorizadas pela Caixa/SFH: 1) Como oferta de lance para antecipar a contemplação; 2) Para complementar o valor da carta de crédito na compra de um imóvel de maior valor; 3) Para amortizar ou quitar o saldo devedor restante após a contemplação; e 4) Para abater até 80% do valor das parcelas mensais por até 12 meses consecutivos.
O consórcio não tem juros compostos bancários. O custo do consórcio é composto exclusivamente pela Taxa de Administração (que remunera a administradora pela gestão do grupo ao longo de todo o prazo), pelo Fundo de Reserva (uma garantia coletiva que previne inadimplência e cujo saldo remanescente é devolvido aos consorciados no encerramento do grupo) e pelo Seguro Prestamista (opcional).
Sim. A carta de crédito imobiliária é extremamente versátil: após a contemplação, ela pode ser destinada para a compra de imóvel residencial ou comercial (novo ou usado), aquisição de terreno/lote, construção em terreno próprio ou reforma estrutural com liberação do valor por etapas de vistoria de engenharia.
Você não é obrigado a comprar o bem no mesmo instante. O valor da sua carta de crédito contemplada é transferido para um fundo de investimento de curto prazo de alta liquidez e baixo risco (atrelado à Selic/CDI) gerido pela administradora. Seu dinheiro continua rendendo juros compostos diários até que você encontre a melhor oportunidade de compra.
Com uma estratégia estruturada de lance (estudando a média histórica do grupo, sazonalidade e utilizando lance embutido mais FGTS ou recursos próprios), a maioria dos nossos clientes atinge a contemplação entre o 3º e o 12º mês de participação. Grupos em andamento bem selecionados encurtam consideravelmente esse prazo.
Sim. Você pode transferir sua cota de consórcio (contemplada ou não contemplada) para terceiros a qualquer momento, mediante análise cadastral simples da administradora. Cotas contempladas, inclusive, possuem alto valor de mercado e podem ser comercializadas com ágio para investidores que buscam crédito imediato.
Para manter o poder de compra do grupo até o final do plano, o valor da carta de crédito e das parcelas é reajustado anualmente por um índice oficial. No consórcio imobiliário, utiliza-se geralmente o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) ou o IPCA. Quando a parcela sobe, a sua carta de crédito sobe exatamente na mesma proporção.
Os bancos tradicionais comercializam cotas dos seus próprios grupos com taxas de administração elevadas, lances livres inflacionados e sem assessoria pós-venda. Na Perrud Corretora, nós comparamos grupos ativos de mais de 10 administradoras independentes autorizadas pelo Banco Central, analisamos as probabilidades matemáticas de lance de cada grupo e orientamos toda a etapa documental de faturamento até o dinheiro cair na conta do vendedor.
A franquia é a participação obrigatória do segurado em caso de sinistro com perda parcial (conserto do veículo). Na franquia normal (ou padrão), o valor pago pelo cliente na oficina é maior, o que reduz ligeiramente o preço anual da apólice. Na franquia reduzida, o valor da coparticipação cai em cerca de 50%, garantindo que, em caso de colisão, você desembolse muito menos para consertar o carro. Para quem usa o carro diariamente em centros urbanos, a franquia reduzida oferece excelente custo-benefício.
A cobertura de Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos (RCF-V) indeniza danos causados involuntariamente a terceiros. Divide-se em: Danos Materiais (conserto do carro do outro motorista, postes, muros, fachadas de lojas), Danos Corporais (despesas médicas, internações ou indenização por morte/invalidez de pedestres ou ocupantes do outro carro) e Danos Morais/Estéticos (reparações decorrentes de processos judiciais de responsabilidade civil).
O seguro auto tradicional é emitido por seguradoras regulamentadas e fiscalizadas pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e pelo Banco Central, com reservas técnicas bilionárias obrigatórias e prazo legal de até 30 dias para indenização. As associações de proteção veicular operam em regime de rateio mútuo sem fiscalização estatal, não possuem garantias legais de solvência, podem atrasar indenizações por meses e frequentemente utilizam peças usadas ou recondicionadas nos consertos.
Não! A franquia só é cobrada em casos de perda parcial (quando o custo do conserto fica abaixo de 75% do valor da tabela FIPE). Em caso de Perda Total (danos superiores a 75% da FIPE), roubo ou furto sem recuperação do veículo, a seguradora indeniza 100% da FIPE sem qualquer desconto de franquia.
A classe de bônus é uma pontuação pessoal e intransferível vinculada ao CPF do segurado (e não ao veículo). A cada ano completo de vigência da apólice sem ocorrência de sinistro com indenização, o segurado sobe 1 classe de bônus (variando de 0 a 10). Quanto maior a classe de bônus, maior é o desconto comercial concedido por todas as seguradoras do mercado na renovação.
Sim, desde que a pessoa seja devidamente habilitada perante a CNH e que o perfil de condutores principais tenha sido preenchido de forma correta e sem omissão deliberada (especialmente quanto à existência de condutores jovens entre 18 e 25 anos residindo com o segurado ou utilizando o carro de forma habitual).
A cobertura adicional de vidros permite reparar ou substituir o para-brisa, vidros laterais, vidro traseiro, lentes dos faróis e lanternas e espelhos retrovisores em caso de trinca, quebra ou impacto de pedras na estrada. O conserto possui uma taxa de franquia específica e muito reduzida (frequentemente entre R$ 80 e R$ 250), sem alterar a sua classe de bônus na renovação.
1) Verifique se há feridos e acione o SAMU (192) ou Bombeiros (193) se necessário; 2) Sinalize a pista com o triângulo; 3) Fotografe os veículos na posição do acidente, as placas e o local; 4) Anote nome, telefone, modelo e placa dos terceiros envolvidos; 5) Registre o Boletim de Ocorrência (B.O.); 6) Entre em contato imediato com a Perrud Corretora para acionar a assistência 24h e abrir o aviso de sinistro com todo o suporte técnico.
Conforme estabelece a Circular SUSEP nº 621/2021, a seguradora tem o prazo legal improrrogável de até 30 dias corridos para efetuar o pagamento da indenização integral após a entrega de todos os documentos básicos exigidos pela apólice.
Sim! A apólice de cobertura compreensiva (colisão, incêndio e roubo) cobre automaticamente danos causados pela natureza, incluindo enchentes, alagamentos por chuvas torrenciais, queda de árvores ou postes sobre a lataria e tempestades de granizo, sem necessidade de cláusula adicional.
O seguro empresarial multirrisco é uma apólice modular regulamentada pela SUSEP que centraliza em um único contrato a proteção física e financeira da empresa. Ele protege a estrutura do imóvel (próprio ou alugado), máquinas, equipamentos, instalações, matérias-primas e estoque comercial, além de resguardar o negócio contra indenizações de responsabilidade civil e cobrir despesas fixas ou perda de lucro em caso de paralisação involuntária das operações.
A cobertura básica do seguro empresarial ampara perdas e danos materiais causados diretamente por Incêndio, Queda de Raio dentro do terreno segurado, Explosão de qualquer natureza, Implosão e Queda de Aeronaves. Ela é a base mandatória de qualquer apólice comercial e serve de teto referencial para a contratação e o limite máximo das coberturas acessórias opcionais.
A cobertura de danos elétricos indeniza perdas materiais causadas por variações bruscas de voltagem, curto-circuitos, sobrecargas elétricas, calor gerado acidentalmente pela eletricidade e descargas atmosféricas. Ela ampara computadores, servidores, maquinários industriais, motores elétricos, aparelhos de ar-condicionado e quadros de distribuição de energia, sendo uma das coberturas mais acionadas no comércio e na indústria.
A cláusula de Responsabilidade Civil ampara indenizações que a empresa venha a ser judicialmente ou extrajudicialmente condenada a pagar por danos involuntários a terceiros. Divide-se em: RC Operações (danos a clientes ou terceiros no interior da empresa ou durante prestação de serviços externos), RC Empregador (morte ou invalidez de colaboradores decorrentes de acidente de trabalho com culpa ou risco do empregador) e RC Produtos (danos materiais ou à saúde causados por defeitos ou contaminações de itens comercializados).
O rateio (Art. 783 do Código Civil) ocorre quando a empresa contrata um valor segurado inferior ao valor real de reconstrução ou reposição do patrimônio (sub-seguro). Por exemplo: se seu imóvel e estoque valem R$ 1 milhão, mas você contratou apenas R$ 500 mil (50% do valor real), a seguradora pagará apenas 50% de qualquer sinistro parcial — se houver um prejuízo de R$ 100 mil, você receberá apenas R$ 50 mil. Na consultoria com Rafael Perrud, nós fazemos a correta avaliação do LMI (Limite Máximo de Indenização) e inserimos cláusulas de não-rateio com margem de tolerância.
Se ocorrer um sinistro coberto (como um incêndio ou vendaval) que obrigue a empresa a interromper temporariamente suas vendas ou fabricação, a cobertura de Lucros Cessantes indeniza o lucro líquido que a empresa deixou de auferir no período. Além disso, a cláusula de Despesas Fixas garante o pagamento inadiável de folha salarial dos funcionários, aluguel do imóvel, energia, internet e encargos tributários enquanto a empresa é reconstruída.
Sim, com a contratação da cobertura de Roubo e Furto Qualificado. Ela indeniza a subtração de mercadorias, insumos, maquinários e valores mediante violência, ameaça a funcionários ou arrombamento do imóvel com vestígios materiais confirmados por laudo pericial. Vale notar que furto simples (desaparecimento inexplicado ou sem vestígios de arrombamento) é exclusão geral em todo o mercado segurador.
O valor da apólice anual é calculado de acordo com o código CNAE da atividade, localização, área construída, sistemas de prevenção a incêndio (extintores, hidrantes, brigada, sprinklers) e os limites de indenização contratados. Em média, o custo anual de um seguro multirrisco para pequenas e médias empresas varia entre 0,1% e 0,4% do valor total dos bens protegidos — um investimento muito baixo frente ao risco de perder a operação inteira.
Com certeza. As pequenas empresas são as que mais sofrem com imprevistos: grandes indústrias possuem reservas financeiras e linhas de crédito fáceis, enquanto um restaurante, consultório, confecção ou escritório pode falir em definitivo se enfrentar um curto-circuito que queime seus equipamentos ou um processo trabalhista por acidente. Além disso, contratos de locação comercial exigem apólice ativa com cláusula de incêndio predial em favor do proprietário.
Estão excluídos das apólices empresariais padrão: atos dolosos ou má-fé comprovada de sócios e diretores, desgaste natural pelo tempo, ferrugem, corrosão ou falta crônica de manutenção preventiva das instalações elétricas e hidráulicas, furto simples (sem rompimento de obstáculo), desmoronamento por vício pré-existente de engenharia e eventos de guerra, motim ou terrorismo (salvo contratação expressa de cláusula adicional).
O Planejamento Patrimonial e Sucessório é uma arquitetura coordenada de instrumentos jurídicos, tributários e financeiros criada para organizar, proteger e transferir o patrimônio construído em vida para os herdeiros com o menor custo fiscal possível, com liquidez imediata e sem conflitos familiares. Sem esse planejamento, a sucessão no Brasil ocorre compulsoriamente via inventário, gerando bloqueio de contas e perda de até 25% do patrimônio familiar.
Em média, um inventário tradicional consome entre 12% e 25% do valor total bruto dos bens da família. Os custos englobam: ITCMD (de 4% a 8%, progressivo pela Reforma Tributária), honorários advocatícios (tabela da OAB entre 6% e 15%), custas processuais judiciais ou taxas de cartório (1% a 3%) e certidões/atualizações cadastrais. Além disso, havendo falta de liquidez imediata para arcar com essas taxas, a família é forçada a vender imóveis com deságio de 20% a 40% no mercado.
O Testamento apenas expressa a vontade do falecido sobre a parte disponível dos bens, mas obriga a realização de um inventário judicial solene, público e demorado. A Holding Familiar cria uma sociedade jurídica para concentrar e administrar os imóveis e participações, permitindo doação de quotas com reserva de usufruto em vida. Já o Seguro de Vida Sucessório é a única ferramenta financeira que injeta dinheiro limpo, líquido e 100% isento de ITCMD e Imposto de Renda na conta dos beneficiários em até 30 dias, sem passar por inventário nem depender de homologação de juiz.
A holding familiar organiza a posse das quotas e a governança, mas as quotas da holding também são patrimônio sujeito à tributação de transmissão (ITCMD e custas de partilha). Quando o instituidor falece, a família precisa de dinheiro em espécie (liquidez) para arcar com os impostos sobre a transferência das quotas, quitar passivos fiscais ou indenizar herdeiros que desejem sair da sociedade. O seguro de vida sucessório fornece essa liquidez exata sem que a holding precise vender imóveis ou retirar capital de giro das empresas operacionais.
A Emenda Constitucional da Reforma Tributária (EC 132/2023) estabeleceu a obrigatoriedade da alíquota progressiva do ITCMD em todos os estados do Brasil, aplicando o teto de 8% sobre heranças de maior valor (com propostas legislativas no Senado para elevar esse limite para até 16% ou 20%). Além disso, a cobrança passou a incidir no domicílio do falecido e endureceu as regras para bens localizados no exterior, tornando o planejamento sucessório preventivo uma urgência fiscal para qualquer família com patrimônio relevante.
A blindagem patrimonial legítima é a estruturação lícita e preventiva que separa as atividades operacionais de risco empresarial dos bens consolidados da família (imóveis residenciais, de aluguel e aplicações financeiras). Isso é realizado através de cisões societárias, holdings patrimoniais de bens próprios, doações com cláusulas de impenhorabilidade, incomunicabilidade e inalienabilidade, além de apólices empresariais robustas e seguro de responsabilidade de administradores (D&O). É importante ressaltar que a blindagem só é legalmente válida quando feita preventivamente, antes da existência de dívidas ou litígios.
Estruturando um Protocolo de Família e um Acordo de Sócios com regras claras: critérios objetivos para contratação de familiares, plano de remuneração, valuation da empresa e mecanismos de compra e venda de quotas (Buy-Sell) financiados por seguro de vida societário (Key Person). Dessa forma, os herdeiros com vocação empresarial mantêm a gestão do negócio, enquanto os demais herdeiros recebem a sua parte legítima em dinheiro líquido, preservando tanto os laços de família quanto a saúde financeira da empresa.
O seguro Key Person (ou de executivo-chave) é contratado pela própria pessoa jurídica para proteger a operação contra o impacto financeiro da perda involuntária de um sócio fundador, gestor ou técnico indispensável. Em conjunto com o acordo de sócios (Buy-Sell), a indenização é creditada aos sócios remanescentes com a destinação específica de comprar as cotas societárias pertencentes aos herdeiros do sócio falecido pelo valor de mercado, impedindo a entrada de herdeiros despreparados ou a liquidação forçada da empresa.
Não. Famílias com patrimônio a partir de R$ 500 mil a R$ 2 milhões (muitas vezes constituído por uma casa, um apartamento e uma empresa) são as que mais sofrem com a falta de planejamento. Quando o patriarca falece, os herdeiros não dispõem de R$ 60 mil a R$ 150 mil em dinheiro líquido para pagar ITCMD e taxas de cartório, resultando em bloqueio de contas e venda forçada de imóveis com deságio de 30% a 40%. Planejamento patrimonial é fundamental para quem não pode se dar ao luxo de queimar patrimônio.
O trabalho se inicia com o Diagnóstico Patrimonial Gratuito, onde mapeamos o patrimônio familiar, estrutura societária, regime matrimonial de bens, custos estimados de inventário e carências de liquidez. Em seguida, desenhamos a Trilha de Alavancagem e Proteção: organizamos a liquidez sucessória, mitigamos tributos futuros, alavancamos novas conquistas com consórcios imobiliários sem juros e acompanhamos a implementação prática de cada instrumento ao seu lado.
O diagnóstico é uma sessão inicial de 30 a 45 minutos (online ou presencial) onde Rafael Perrud mapeia sua estrutura financeira, fontes de renda, custos fixos, patrimônio atual, passivos e objetivos familiares. Ao final, você recebe uma visão clara dos gargalos de fluxo de caixa, carências de proteção e uma proposta de trilha de alavancagem personalizada, sem nenhuma obrigação de contratação.
O gerente do banco é funcionário da instituição financeira e possui metas mensais agressivas para bater na venda de títulos de capitalização, consórcios com taxas inflacionadas, fundos com taxas de administração abusivas e previdências desvantajosas. O estrategista financeiro independente trabalha para você: avalia todo o mercado (com mais de 50 seguradoras e administradoras pela Seguralta) e seleciona exclusivamente o produto mais eficiente para os seus objetivos, sem conflito de interesse.
O Diagnóstico Financeiro inicial é 100% gratuito. Para a estruturação e execução dos produtos de proteção (seguros de vida, empresariais, automóveis) e de alavancagem (consórcios), a remuneração já está embutida nas taxas regulamentadas pelas próprias operadoras e seguradoras, sem cobrança de taxa de consultoria adicional na maioria dos casos. Tudo é explicado com transparência total antes de qualquer assinatura.
Atendemos presencialmente na sede em Embu das Artes e em toda a Grande São Paulo, Taboão da Serra, Cotia, Itapecerica da Serra, Osasco, Barueri e região metropolitana, além de realizarmos consultoria remota por videoconferência com empresários e famílias de todos os estados do Brasil e brasileiros residentes no exterior.
A Seguralta é uma das maiores redes de corretoras de seguros do Brasil, fundada em 1968, com mais de meio século de mercado, centenas de unidades e parcerias diretas com as maiores e mais sólidas seguradoras e administradoras do mundo (como Porto Seguro, Tokio Marine, Bradesco, SulAmérica, Mapfre, Rodobens, MAG Seguros, Prudential e Zurich). Isso garante poder de negociação de taxas e respaldo institucional máximo em caso de sinistro.
O contador cuida do passado e do presente fiscal e societário da sua empresa (fechamento contábil, apuração de impostos e cumprimento de obrigações tributárias com o Fisco). O trabalho de Rafael Perrud foca no futuro e na pessoa física do empresário: como converter o lucro da empresa em patrimônio pessoal seguro, planejar a sucessão, proteger a renda familiar e mitigar perdas patrimoniais com ferramentas financeiras avançadas.
Não. O planejamento é ainda mais urgente para quem tem recursos limitados ou concentrados no fluxo do negócio e não pode se dar ao luxo de errar. Ter um plano claro permite começar com aportes mensais acessíveis em consórcios estruturados ou apólices de seguro com valores muito menores do que as pessoas imaginam, garantindo que o dinheiro guardado cresça com segurança.
A consultoria não se encerra após a contratação. Estabelecemos um cronograma de revisões periódicas (semestrais ou anuais) para recalibrar as apólices, verificar lances de consórcios, acompanhar contemplações e reavaliar o patrimônio à medida que sua renda cresce, filhos nascem ou novos ativos são adquiridos.
Em um Diagnóstico Gratuito de 30 minutos, Rafael Perrud analisa a sua estrutura familiar ou empresarial e responde exatamente ao que você precisa.
Falar no WhatsApp com Rafael